Me sinto só.
Só como a lua num céu sem estrelas.
E estou só
Como uma cadeira vazia
Um copo deixado de lado
Um corpo que caiu
E agora jaz morto.
Só como a morte
Em outras vidas, vivida
Só como as folhas que caem
E ficam, amareladas,
Até serem varridas do jardim.
Só como uma palavra fora do contexto
Só como esse texto
Só como eu mesma
Como em Londres se sentiu o Caetano
Como um cachorro que perdeu seu dono.
E não sei se quero estar só
E não sei se gosto de ficar só
Só, somente
Sentindo na garganta aquele nó
Querendo um pouquinho só
Do meu lado multidão.
23/05/1989
quarta-feira, junho 06, 2007
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