Não sei se o que faço eu quero,
Nem sei se o que penso eu sei
Não sei se o preto é pardo
Ou se o olho é claro.
Só sei que o que quero
É algo que eu não penso ou faço
Talvez um pouco de tudo,
Um resto de nada,
Um passo no escuro,
Um louco no muro...
Um gato, no escuro, pula o muro,
E eu fico pensando no que falo
E me vejo lutando eu, comigo,
Por um espaço no vago.
Quero a cabeça do cara
Que falou que eu existo.
Não quero um sonho de valsa,
Nem um conto de fadas.
Quero todos os queros do mundo,
E tudo que for proibido.
Quero o mocinho, o bandido.
A graça do patinho feio,
Meus átomos rachando ao meio
As traças roendo meu pensamento
E eu na mais profunda solidão,
Perdida no meu esquecimento.
Eu e o meu sonho livres, de mãos dadas
Plumando num céu de ansiedades,
Querendo voltar tudo num instante.
09/12/1987
quarta-feira, junho 06, 2007
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