
Queria fazer uma poesia
Não identificada, não decifrada
Em códigos, em hieróglifos, em gritos
E nela absorver
A lua, o sol, o céu
O vôo do pássaro, a cor do mar...
Ser tudo, infinito, absoluto
Ter tudo, enfim
Ser um sem-fim de coisas...
Mas o grito é identificado
E facilmente de mim, eu me desfaço
Sou o imperfeito, o acaso
Quero coisas que jamais
A mim virão:
A cor, o som, a perfeição.
Coisas todas sem sentido
Ser um fim, ou o início
Mas tudo enfim,
Termina por ter fim.
04/01/1989

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