
O relógio da sala, há tempos,
Adormeceu, não sôa as horas.
O relógio que derreteu
Sob o calor da véspera, da espera,
Parou de viver o tempo
Em qualquer movimento
Que deixaram de fazer, para acorda-lo.
Agora o pêndulo jaz na sua tumba,
Dissolvido.
O relógio das horas
Parou de marcar os movimentos
Que pertencem ao futuro.
Mas o tempo continua a passar
E os momentos a se perderem
Na sala.
08/03/1989
Adormeceu, não sôa as horas.
O relógio que derreteu
Sob o calor da véspera, da espera,
Parou de viver o tempo
Em qualquer movimento
Que deixaram de fazer, para acorda-lo.
Agora o pêndulo jaz na sua tumba,
Dissolvido.
O relógio das horas
Parou de marcar os movimentos
Que pertencem ao futuro.
Mas o tempo continua a passar
E os momentos a se perderem
Na sala.
08/03/1989

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