quarta-feira, maio 30, 2007
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Eu acho que nasci no lugar errado e na época errada. Um lugar desértico, inóspito, onde só as os bodes e cabras sobrevivem bem (Taperoá-Paraíba). Quiçá tivesse sido num lugar frio, com montanhas ao fundo e uma imensidão de mar a perder de vista. Fazer o quê? Mas agora amo esse nordeste mais do que qualquer outro lugar – até porque só conheço esses lugares daqui... Quanto à época, nada mais nonsense, seca de 1970, todos morrendo de fome – inclusive eu. Sem falar nos costumes e preconceitos... E nasci misturada – nas minhas veias corre sangue de português e negro – dizem que também de holandês e índio. Talvez seja essa a causa do meu interesse por tudo e da incerteza sobre tudo também. Talvez por não acreditar muito no ser humano, resolvi: não vou colocar mais alguns neste mundo (muitos dizem que isso é desculpa ou covardia, talvez). Ainda assim, acredito no amor, desde que seja múltiplo, plural amor, mesmo que seja feito também de egoísmo e solidão e promiscuidade – mas não deixará de ser amor, esse sentimento que arrebata a todos.Eu não vejo as crenças com bons olhos. Mas reconheço que a religião é indispensável para a sociedade – senão o que domaria o ódio homem x homem? Apesar de duvidar do que os padres e pastores e senhores dizem acerca da criação, do pecado (ah, o pecado!) e de tudo o mais, acredito que existe algo lá fora. Mas não me venham com explicações. Ninguém consegue explicar o que não compreende!Visão política? Mein Gott! Quando me lembro da febre socialista que tive, e que passou quando levei uma tijolada diretamente do Muro de Berlim... Mas a porrada foi pior, muito pior, quando escorreguei na lama petista (droga, até pra roubar tem que ter estilo!). Hoje, resolvi ser pragmática quanto à esta questão também. Ah, sou meio bicho-grilo. Detesto multidões, e as metrópoles me sufocam (Campina Grande está de bom tamanho). E às favas as boas almas que me dizem “você tá se perdendo nesse interior”. Será? Um dia saberei, só não quero enfrentar, jamais, os engarrafamentos, a hora do rush, a violência, e esse consumismo desenfreado das grandes metrópoles, porque não venha me dizer que, tirando as efervescências culturais (algumas delas), o que sobra na sopa cosmopolita é o supérfluo, o fluído, o sem tempo... Isso tudo se dá porque sou chata mesmo. Falo muito, mas tento escutar e ser um pouco mais diplomática. Estilo? Você só pode está brincando! Alguém já viu, nessa ditadura hollywoodiana da beleza, gordo ter estilo? No máximo, fico hiperfeliz quando uma roupa cai bem – e cair bem é disfarçar os muitos quilos a mais que todos vêem e que eu teimo em não notar. É por isso que abomino regimes de qualquer tipo e me empaturro com tudo aquilo que faz a alegria da alma e a desgraça do fígado, coração, pâncreas, rim, estômago... Mas sinto que estou tomando juízo, porque estou fumando pouquíssimo e não estou me permitindo ficar tonta... As minhas paixões... São muitas. Especialmente gente (algumas pessoas), bichos, livros, música...Escolas... Já participei de tantas, acho que meu hobby, na verdade, foi sempre estudar, por isso ainda estou aqui, engatinhando numa profissão. Deixa eu ver: comecei e logo abandonei História (apesar de continuar sendo uma grande paixão), quase terminei Ciências Sociais. Aí terminei Comunicação Social, mas não gostei nada do que eu vi ou deixei de ver – não me adaptei. Por fim, resolvi radicalizar e fui fazer Direito – e não é que me identifiquei? Agora já sou advogada, graças-a-Deus – e a OAB... Ah, tenho uma especialização que ainda não descobri pra que serve – Comunicação Educacional. Enfim, criei esse blog para poetisar, tergiversar, digressionar, enfim, jogar conversa fora... E claro, bem acompanhada!
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