quinta-feira, maio 31, 2007

ENIGMA-tico

Sou o fim do que não vejo
O último instante do eterno
Do que existe sou o inverso
Um relativo instante etéreo.
O ponto final do poema inacabado
Um lado do outro lado.
O preto no branco,
Um sonho nunca sonhado.
Uma visão nunca vista.
A música que não compus
A nota que não ouvi
O dia que ao chegou,
E o sol que não brilhou.
Sou o que jamais se verá.
Sou o nada e o tudo,
E o dia de escuro
Onde tomarei o que é meu,
E dirás que sou Deus.

05/08/1985

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